Adriano: da favela a Milão, morte do pai, assassinato e chantagens
Imperador aponta perda de Mirinho, em 2004, como divisor de águas em sua trajetória, mas esconde tragédia às vésperas da Copa de 2006
Adriano sempre cita dois episódios como determinantes para seu abalo psicológico e emocional. Primeiro, o choque de realidade ao deixar a favela da Vila Cruzeiro para ser nomeado Imperador na Itália; depois, segundo ele, a morte do pai, em 2004, o transformou em outra pessoa. Mas um caso nebuloso ocorrido em 2006, às vésperas da viagem com a Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Alemanha, causou outro forte baque, que o atacante não tornou público.
Dias antes de embarcar para a Alemanha, Adriano foi festejar com os amigos da Vila Cruzeiro na boate Quebra-Mar, no início da orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O grupo, segundo versão de pessoas próximas ao jogador, contava com alguns foragidos da Justiça. Ao deixar a boate, a comitiva do Imperador foi abordada por policiais e levada para um local nas redondezas de Realengo. Um dos grandes amigos do atacante tentou fugir, foi baleado e morreu. Segundo relatos de quem estava presente, há registros fotográficos do Imperador no local em que aconteceu a morte. A partir daí, o jogador conviveu com tentativas de extorsão, o que teria contribuído para desestabilizá-lo emocionalmente no Mundial daquele ano.
Dificuldades no começo de carreira- Adriano começou a ser vítima de chantagem. Foi complicado, mas ainda acredito que a morte do pai tenha sido o pior momento – recordou um dos amigos que estiveram presentes à festa na boate, em 2006.
Mas a história como jogador de futebol começa bem antes da Copa de 2006. Na época, os problemas eram apenas financeiros.
Quando Adriano tinha sete anos, Rosilda resolveu desvendar a Zona Sul do Rio de Janeiro e foi até a Gávea para matricular o filho na escolinha do Flamengo. Ela mentiu para o marido, dizendo que as tias do garoto arcariam com os gastos de matrícula e mensalidade. Com isso, precisou fazer hora extra no trabalho para conseguir aumentar o salário mínimo que recebia e passou a vender doces, legumes e churrasquinho. Como office-boy, Mirinho também tinha a renda baixa.
Quando Adriano tinha sete anos, Rosilda resolveu desvendar a Zona Sul do Rio de Janeiro e foi até a Gávea para matricular o filho na escolinha do Flamengo. Ela mentiu para o marido, dizendo que as tias do garoto arcariam com os gastos de matrícula e mensalidade. Com isso, precisou fazer hora extra no trabalho para conseguir aumentar o salário mínimo que recebia e passou a vender doces, legumes e churrasquinho. Como office-boy, Mirinho também tinha a renda baixa.
FONTE: www.globo.com/esportes
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