Treinador afirma que 'até agora' nada foi concluido em relação à saída do meia para o Tricolor, mas não descarta que o assunto seja finalizado.
A segunda-feira será decisiva para Santos e São Paulo tornarem oficial a negociação de Paulo Henrique Ganso
com o Tricolor paulista. O acordo entre os dois clubes foi acertado
verbalmente na sexta-feira à noite, quando se decidiu que o time do
Morumbi e o DIS pagarão R$ 23,8 milhões ao Peixe pelos 45% dos direitos
econômicos que pertencem à agremiação praiana.
Mas, apesar do desfecho da novela já estar definido, o técnico Muricy Ramalho preferiu desconversar sobre o assunto. Questionado sobre a saída do jogador após a vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, no Couto Pereira, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador disse estar informado sobre as negociações e que "até agora", nada foi concluído.
- Até agora não teve nada, a verdade é essa. Sei das coisas que estão
acontecendo. Está todo mundo falando que já aconteceu (a venda do
Ganso), mas ainda não aconteceu nada. Existem chances, claro, mas ainda
não aconteceu - resumiu.
O adeus de Ganso, porém, é inevitável. Ainda no gramado do Couto Pereira, Neymar já admitiu a saída do camisa 10,
de quem é amigo e compadre - o atacante é padrinho de Maria Vitória,
filha do meia, que por sua vez é padrinho de Davi Lucca, filho do astro
santista.
- Ele é um cara bacana, que está indo embora. Um amigo que eu gosto
muito, mas está prestes a sair - disse Neymar, em tom de voz mais sério
que o de costume e diferente do adotado em relação às perguntas sobre o
jogo em Curitiba.
Por outro lado, o Grêmio assegura que recebeu do Santos a prioridade da compra de Ganso.
Para isso, porém, o Tricolor gaúcho precisa arrumar, até esta
segunda-feira, um parceiro que bancasse a contratação do jogador. Caso
contrário, segundo o presidente gremista, Paulo Odone, "não tem
negócio". O problema é que Ganso já afirmou às partes envolvidas que
deseja atuar no São Paulo.
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